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Matéria do HYPENESS

18/05/2020

Por Gabriela Glette

(Link para a matéria publicada no site HYPENESS)

Rodrigo Yudi Honda e a poesia de cenas corriqueiras do cotidiano brasileiro

arte não tem limites e ao mesmo tempo que pode ter atributos surreais, pode escolher retratar determinados cenários através do mais puro realismo. É este o caso de Rodrigo Yudi Honda, brasileiro que nasceu e viveu boa parte de sua vida em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Com a técnica da tinta a óleo, ele transforma o cotidiano do brasileiro comum em arte, levando a eles um protagonismo que nunca tiveram.

Através de cenas simples das quais estamos acostumados, como o trânsito das capitais, um jogo de bilhar no bar da esquina ou a interminável espera do trem, seus quadros emanam aquela brasilidade que somente nós conhecemos. Esta brasilidade presente em um pacote de bolacha passatempo ou no suporte para esponja e detergente limpol em cima da pia. “Eu procuro retratar as coisas como eu as vejo”, explica.

Sua inspiração vem do seu próprio bairro e de cenas do cotidiano que ele observa desde o dia em que nasceu. A prova de que não é preciso rodar o mundo para ter uma boa dose de referências. “Pra falar a verdade, foram raríssimas as vezes em minha vida que eu saí do perímetro da Grande São Paulo. Portanto, eu não tenho a menor ideia do que seja o Brasil em sua vastidão territorial. Tudo o que faço é retratar as coisas que vejo na minha casa, no meu bairro, na minha cidade. O fato de pessoas de regiões tão distantes se identificarem com meus cenários me leva a crer que existe um Brasil contido no meu quintal”.

Esta tal de brasilidade urbana, que muitos gringos não compreendem, é a simplicidade de um litrão de cerveja na mesa de um bar, o cachorro fiel seguindo seu dono em situação de rua ou mesmo nos muros pichados de algumas grandes avenidas. Mas não apenas isto. O brasileiro não pode ser definido apenas em relação à estética de suas casas e cidades e sua arte tenta trazer este questionamento.

Como ele mesmo deixa claro: “O que me interessa é produzir imagens e espero que a relação dos seus olhos com as minhas pinturas seja a mais direta e pura possível, sem filtros retóricos ou intelectuais”. Você é livre para decifrar sua arte da maneira que quiser, mas uma coisa precisamos concordar: fazia tempo que não faziam uma arte tão brasileira!

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